sendo professor no brasil

Metade dos professores brasileiros se sentem desvalorizados

Metade de todos os professores no Brasil acredita que sua ocupação é subvalorizada e não recomendaria que os jovens se tornassem educadores, de acordo com uma pesquisa intitulada”Profissão docente”, uma iniciativa da organização Todos Pela Educação e fundação privada Itaú Social.

De acordo com o estudo, realizado pelo pesquisador Ibope Inteligência em colaboração com a rede Social Conhecimento, a maioria dos professores (78%) disse que escolheram a carreira principalmente porque poderiam se relacionar com a ocupação. No entanto, um em cada três professores disse que estão totalmente insatisfeitos com o comércio, enquanto um em cada cinco disse que estão totalmente satisfeitos.

A pesquisa ouviu 2.160 professores do ensino primário público e privado em todo o país sobre temas como treinamento, trabalho e apreciação do emprego. O método de amostragem levou em conta a quantidade de professores em escolas públicas e privadas, graus e regiões geográficas, conforme os dados do Censo Escolar oficial do Brasil.

desvalorizacao do trabalho

Formação de professores no Brasil

Como medidas fundamentais para abordar esta questão, os professores nomearam a educação contínua (69%) e escutaram os professores na elaboração das políticas de educação (67%). A restauração da Autoridade dos professores e o respeito a ela associado foram considerados urgentes por 64% dos inquiridos, seguidos de aumento salarial (62%).

Esses números vêm a desbaratar o equívoco de que o dinheiro é o cerne do problema. Afinal, os educadores ouvidos no estudo consideram que o trabalho das autoridades locais é oferecer oportunidades de educação contínua (76%), mas não concordam que os programas educacionais estejam geralmente bem alinhados com a realidade enfrentada pelas escolas (66%).

Os inquiridos referiram a falta de um” bom canal de comunicação ” entre decisores políticos e professores (64%) e argumentam que os professores não estão envolvidos na elaboração de políticas públicas (72%). Também listados como principais problemas que têm sido mal tratados são o apoio em questões de saúde e psicológicos (84%), e salário (73%).

Funcionários do Ministério da Educação e do Conselho Nacional de Secretários da Educação (Consed) não responderam ao nosso contato quando este artigo foi publicado.

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